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Construindo pontes: As linhas de um mapa não devem limitar vida de pessoas

Na terça-feira, 25, o programa “CAM VAI À ESCOLA” esteve no evento “PONTO DE ENCONTRO”, promovido pelo Colégio São Carlos, o qual foi alusivo à 39ª Semana do Migrante. Foi um momento muito especial de partilha e compartilhamento de reflexões a respeito da pauta migrações, refúgio e apatridia.

O evento contou com a participação do Coordenador do Centro de Atendimento ao Migrante (CAM) e assessor jurídico da Província Maria Mãe dos Migrantes, responsável pelas ações na América do Sul e África da Congregação das Irmãs Scalabrinianas. Contou, ainda, com a participação da imigrante colombiana assistida pelo CAM há mais de duas décadas, Nelfy Vargas, onde ela pôde, a partir de questionamentos dos alunos, responder sobre sua experiência migratória, desafios superados, mas principalmente a partir de reconstrução de vida.

Foi um momento rico em partilha, que também contou com a participação dos afetados pelo Clima no Rio Grande do Sul. Juliana Camelo, analista social do SJMR também trouxe a sua experiência de como o trabalho humanitário a impactou, como também a partir da catástrofe gaúcha teve que se deslocar a Caxias do Sul/RS. Falamos sobre acolhimento, esperança, promoção de imigrantes e refugiados, falamos sobre igualdade. Abordamos o sobre o princípio da dignidade da pessoa humana, e a respeito de ninguém deve ser discriminado ou rechaçado a partir da sua cor da pele, da sua nacionalidade, da forma que fala, ou principalmente do local de nascimento.

Todas as formas de discriminação devem ser eliminadas na nossa sociedade, porque nenhum ser humano pode ser criminalizado pelo local de nascimento; ou seja, não à criminalização porque nenhum ser humano é ilegal. No fechamento, trouxe uma importante reflexão e uma fala final aos alunos e alunas do colégio São Carlos, ela determina e cita que, questionada sobre qual era o recado que ela daria para os migrantes, ela disse: “Deixe os celulares de lado, curta momentos com pessoas que você ama, respeite seu pai e sua mãe, se aproxime, abrace, beije, diga que você ama seus pais, porque eu já não posso mais dizer para os meus.” A partir dessa reflexão, podemos concluir que o amanhã é construído hoje, agora, e que ninguém perde por dar amor.

O ponto de encontro reforça o papel da Congregação das Irmãs Scalabrinianas no fomento à cultura do encontro, difundir que todos dividimos a Casa Comum, e, fomentamos uma sociedade onde as pessoas não tenham suas histórias por linhas de mapas, mas que clamamos a sociedade para fomentar um mundo sem fronteiras. Foi um momento muito rico de construção e principalmente, esses espaços que a congregação abre como ponte de inclusão, mas, acima de tudo, pontes de acolhida.

Por Adriano Pistorelo, da Equipe de Comunicação

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