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Freira é morta após homem “ouvir vozes” e invadir convento no Paraná

Uma freira de 82 anos foi encontrada morta com sinais de violência no convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada, em Ivaí/PR, depois que um homem invadiu o local no último sábado, 21.

De acordo com a polícia, a irmã Nadia Gavasnki flagrou o suspeito durante a invasão e foi atacada. O suspeito, de 33 anos, foi preso poucas horas depois, com as roupas sujas de sangue e tentou fugir ao ser abordado. Ele já tinha passagens na polícia por roubo e furto e afirmou ter ouvido vozes que o mandaram cometer o crime.

De acordo com a polícia, uma fotógrafa que registrava um evento no convento foi abordada pelo suspeito logo após o crime. Segundo ela, ele apresentava nervosismo, estava com as roupas sujas de sangue e tinha marcas de arranhões no pescoço. Quando questionado, ele afirmou que trabalhava no local e que encontrou a vítima caída.

Desconfiada da narrativa, ela filmou discretamente parte da interação e pediu ajuda de outras pessoas que estavam no local para acionar a Polícia Militar e a ambulância. O suspeito, que fugiu do convento neste intervalo, foi identificado com base nas filmagens.

O suspeito foi encontrado em casa e, ao notar a aproximação da polícia, tentou fugir, desferindo socos e chutes contra os agentes, que o contiveram. Ele admitiu a autoria do crime durante a abordagem e foi autuado em flagrante pelo crime de homicídio qualificado. A polícia aponta, ainda, indícios de qualificadoras como motivo fútil, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de resistência à prisão.

De acordo com a polícia, o homem relatou ter pulado o muro do convento e, ao ser questionado pela irmã Nadia, disse que estava ali para trabalhar. Percebendo que ela não acreditou na explicação, ele teria empurrado a vítima e a asfixiado quando ela começou a gritar, já caída no chão.

Irmã Nadia era conhecida por seu sorriso acolhedor
Em comunicado nas redes sociais, as Irmãs Servas de Maria Imaculada manifestaram pesar pela morte de irmã Nadia, destacando que ela foi vítima de um “ato de violência injustificável”. A congregação manifestou solidariedade com os familiares, amigos e comunidade religiosa que conviveu com irmã Nadia.

Em outra publicação, a congregação destacou que ela “levava uma vida simples e era conhecida por seu sorriso acolhedor. Seu jeito sereno tocava quem se aproximava, por meio de gestos simples e de um olhar sempre cheio de bondade.”

“No caminho que percorria diariamente, sua presença entre nós foi interrompida de forma dolorosa; hoje choramos seu silêncio, mas cremos firmemente que Deus acolha na eternidade esta religiosa que viveu com bondade e entrega”, sublinhou o texto.

Do Serviço de Comunicação

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