O número de travessias de migrantes para a União Europeia (UE) caiu 52% nos dois primeiros meses de 2026, segundo informações da Frontex, a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira. As quedas nas travessias têm acontecido em decorrência de condições meteorológicas adversas observadas nas principais rotas migratórias de acesso à UE. Apenas em fevereiro, 4.609 travessias foram registradas nas rotas de entrada na União Europeia.
Apesar do clima adverso, o Mar Mediterrâneo apresentou a maioria das travessias registradas no mês de fevereiro, totalizando 4.095 registros, segundo informações da Frontex. O Mediterrâneo Central se destacou como a rota mais movimentada, com 1.937 registros, seguido pelo Mediterrâneo Oriental, com 1.154, e o Mediterrâneo Ocidental, com 1.004.
Desde o início de 2026, a Frontex registrou 11.205 travessias de imigrantes nas fronteiras da UE. Atualmente, a rota com maior queda nas detecções é a da África Ocidental, com 83% a menos travessias observadas desde o início do ano, acumulando 1.215 registros. Em seguida, figuram as rotas da fronteira terrestre Leste, com queda de 80% e 196 registros, Mediterrâneo Central, com queda de 50% e 3.395 registros, e o Mediterrâneo Oriental, também com queda de 50% e 3.297 registros.
Os dados da Frontex citam, ainda, dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM) que apontam que cerca de 660 pessoas perderam a vida nas rotas do Mar Mediterrâneo nos primeiros meses de 2026, principalmente devido às condições climáticas severas.
Além dos dados sobre entradas na UE, os dados apontam que, desde o início do ano, 3.880 pessoas tentaram cruzar o Canal da Mancha até o Reino Unido, com queda de 12% em relação ao mesmo período do ano passado.
Em comunicado, a Frontex afirma que a escalada dos conflitos no Oriente Médio pode alimentar o deslocamento populacional na região nos próximos meses. “Até o momento, isso não teve um efeito perceptível na situação migratória nas fronteiras externas da UE. A Frontex continua monitorando de perto os desdobramentos”, destaca o texto.
Por Amanda Almeida, do Serviço de Comunicação














