Em pronunciamento histórico no Vaticano, o Pontífice norte-americano critica as recentes ações dos EUA e pede solução diplomática para a crise venezuelana.
CIDADE DO VATICANO – O Papa Leão XIV quebrou o silêncio neste domingo (4) sobre a escalada do conflito na América do Sul. Durante a oração do Angelus, na Praça de São Pedro, o Pontífice expressou profunda preocupação com a soberania da Venezuela, após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na detenção de Nicolás Maduro no último sábado.
Pontos centrais da declaração:
- Soberania em primeiro lugar: Leão XIV enfatizou que a Venezuela “deve permanecer um país independente”, posicionando-se contra qualquer tentativa de controle externo ou anexação de fato.
- Crítica à força militar: Embora o Papa tenha reconhecido o sofrimento prolongado do povo venezuelano, ele alertou que “a justiça não pode ser imposta através do caos e da violação das leis internacionais”.
- Apelo Humanitário: O Pontífice pediu orações para evitar o derramamento de sangue nas ruas de Caracas, onde apoiadores e opositores do regime agora se enfrentam em meio ao vácuo de poder.
O Contexto Geopolítico
A fala do Papa Leão XIV carrega um peso diplomático sem precedentes. Ao criticar abertamente a postura do governo de Donald Trump em relação ao país sul-americano, o Vaticano sinaliza que não apoiará uma administração estrangeira interina em território venezuelano.
Enquanto a comunidade internacional observa a transferência de poder para a vice-presidente Delcy Rodríguez e os desdobramentos jurídicos em Nova York, a Igreja Católica se posiciona como a principal voz mediadora, buscando evitar que a crise humanitária se transforme em uma guerra civil.
Por Wellington Barros, do Serviço de Comunicação













