No domingo, 8, a Igreja celebrou com fé e esperança a Festa de Santa Josefina Bakhita, padroeira das pessoas vítimas do tráfico humano. A data foi marcada por momentos profundos de oração, conscientização e compromisso com a defesa da vida e da dignidade humana, em diferentes dioceses da África do Sul.
Na Arquidiocese de Joanesburgo, a celebração foi coordenada por Ir. Marizete Garbin, Missionária Scalabriniana, e aconteceu em Cosmo City, na Paróquia Santa Josefina Bakhita. A Santa Missa foi presidida pelo pároco, Pe. Emanuel, e contou com a participação de mais de 500 pessoas.
Durante a celebração, a comunidade realizou uma emocionante representação da vida de Santa Bakhita, trazendo à memória sua história marcada pelo sofrimento, pelas sucessivas experiências de tráfico e escravidão, mas também pela sua profunda conversão à fé cristã. A encenação destacou, de forma tocante, a capacidade de Bakhita de perdoar aqueles que lhe causaram dor, tornando-se um forte testemunho de fé, liberdade interior e esperança.
Já na Arquidiocese de Pretória, a celebração aconteceu na Paróquia St. Markus, em Mabopane, com a participação de Ir. Neide Lamperti, Missionária Scalabriniana, que ajudou a coordenar e preparar o evento juntamente com as irmãs da Pastoral das Migrações da diocese e membros do Comitê de Tráfico Humano da SACBC.
Antes da Missa, foi realizada uma procissão com a imagem de Santa Bakhita, acompanhada de faixas e cartazes chamando a atenção para o fim do tráfico humano. Algumas pessoas caminharam com mãos atadas, olhos vendados e boca tapada, simbolizando as diversas formas de violação da vida e da dignidade humana sofridas pelas pessoas traficadas.
A Eucaristia foi presidida pelo Arcebispo de Pretória, Dom Dabula Mpako, e reuniu aproximadamente 400 fiéis. Em sua homilia, Dom Mpako ofereceu uma forte mensagem sobre o cuidado com a vida, a necessidade de sair das trevas e buscar a luz, e o chamado de cada cristão a ser luz no mundo.
Relacionando o Evangelho do dia — que fala da luz e das trevas — com a realidade do tráfico humano, o Arcebispo destacou que muitas pessoas boas acabam vivendo nas trevas da escravidão moderna, vítimas de sistemas injustos e desumanos. Recordou que viver na luz significa ser íntegro, viver com segurança, honestidade, justiça e sem corrupção. E provocou a assembleia com perguntas profundas: quanta luz e quantas sombras saem de nós? Quando somos luz e quando somos sombras?
Ao final da celebração, um dos membros da SACBC conduziu uma reflexão sobre o tema do tráfico humano, utilizando palavras-chave que representam as diferentes etapas e realidades desse grave crime, reforçando o compromisso da Igreja na prevenção, proteção das vítimas e promoção da dignidade humana.
As celebrações em honra a Santa Josefina Bakhita foram, assim, um forte sinal de fé, denúncia profética e renovação do compromisso da Igreja em ser luz nas trevas, especialmente junto aos mais vulneráveis.





















































Por Ir. Marizete Garbin e Ir. Neide Lamperti, com o Serviço de Comunicação












