O ACNUR (Agência da ONU para os Refugiados) lançou nesta sexta-feira, 13, a plataforma “Monitor de Rotas”, que oferece um panorama completo sobre os fluxos migratórios mistos nas principais rotas migratórias globais. A plataforma aponta que mais de 200.000 partidas foram registradas em 2025 nas rotas monitoradas.
No total, a plataforma registrou 204.218 partidas de migrantes em rotas migratórias de todo o mundo durante o ano de 2025, com um total de 151.004 chegadas registradas em rotas que estão localizadas na África, Oriente Médio, Europa, Ásia e Américas.
Entre as partidas, as rotas com maiores registros são o Mediterrâneo Central (43%), Mediterrâneo Oriental (31%), Mediterrâneo Ocidental (13%) e a rota da África Ocidental pelo Atlântico (11%). Entre as chegadas registradas, o Mediterrâneo Central se mantém no topo com 44%, seguido pelo Mediterrâneo Oriental (28%), Mediterrâneo Ocidental (12%) e a rota da África Ocidental pelo Atlântico (12%).
A plataforma registra 2.844 mortes e desaparecimentos no mar em 2025, número provavelmente subestimado devido a um grande número de incidentes em áreas marítimas remotas onde a comunicação e verificação são limitadas, conforme afirma o ACNUR em comunicado.
De acordo com os dados do projeto Migrantes Desaparecidos da Organização Internacional para as Migrações (OIM), em 2025 foram registradas 6.734 mortes ou desaparecimentos de migrantes em rotas migratórias de todo o mundo. A maioria foi registrada em rotas da Ásia, com 2.240 incidentes, seguida pelas fatalidades registradas no Mediterrâneo, com 1.873, e na África, com 1.289.
O ACNUR destaca que a plataforma tem atualização mensal, reunindo diversas fontes de informação, incluindo do ACNUR, autoridades nacionais, parceiros da ONU e ONGs, além de monitoramento da mídia e das redes sociais, para mostrar tendências em evolução, destacar necessidades de proteção e apoiar respostas mais eficazes ao longo de toda a jornada.
“Com foco na proteção de pessoas em situação de risco, a plataforma ajuda a analisar os deslocamentos cada vez mais complexos da atualidade, em que refugiados que fogem de conflitos ou perseguições frequentemente se deslocam ao lado de pessoas que viajam por diferentes motivos”, afirma o comunicado, que sublinha que rotas ou trechos de rotas adicionais serão adicionados progressivamente.
Por Amanda Almeida, do Serviço de Comunicação













