O último domingo, 19 de abril, ficará gravado na história e no coração do povo angolano. Sob o sol de Luanda, cerca de 600 mil fiéis se reuniram em uma demonstração vibrante de fé para a Santa Missa presidida pelo Papa Leão XIV. Entre a multidão, a presença carismática e missionária das Irmãs Scalabrinianas marcou a força do acolhimento aos que fazem da mobilidade a sua cruz e a sua esperança.
Uma Igreja sem Fronteiras
A Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo (Scalabrinianas) marcou presença ativa neste momento histórico. As irmãs Carla, Ilda e Rozeli, acompanhadas pela postulante Rosana, uniram-se a um exército de paz: cerca de 450 animadores da Pastoral das Migrações.
O diferencial desta celebração foi a “sinfonia de vozes” das comunidades migrantes. De forma singular, grupos de diversas origens e idiomas transformaram a liturgia em um verdadeiro Pentecostes moderno:
- Comunidade Vietnamita
- Migrantes Anglófonos e Francófonos
- Comunidade de língua Lingala, entre outros.
A Homilia: Jesus na História de Angola
Em sua homilia, o Papa Leão XIV tocou as feridas e as glórias da nação. Ele destacou com profundidade a presença constante de Jesus na trajetória do povo angolano.
“Mesmo entre as sombras das guerras, da fome e da desolação, encontramos a luz da esperança”, afirmou o Pontífice.
O Papa reforçou que a busca pela paz não é apenas um desejo político, mas uma missão espiritual, e que a história de Angola é um testemunho de resiliência onde Deus caminha lado a lado com seu povo.
O Carisma Scalabriniano em Festa
Para as Irmãs Scalabrinianas e os migrantes acompanhados pela congregação, a visita papal foi mais do que um evento institucional; foi um tempo de acender a chama da fé.
“Foi um momento de profunda alegria e de encontrar com Deus por meio dos irmãos. Ver a diversidade de rostos migrantes celebrando juntos nos faz sentir a universalidade do nosso carisma”, partilharam as irmãs.
A presença do sucessor de Pedro em terras africanas renova o compromisso das Scalabrinianas em continuar o serviço de proteção, promoção e integração dos migrantes e refugiados. Saímos desta missa com o coração transbordando gratidão por esta bênção e com o vigor renovado para sermos, no mundo, o rosto da esperança e o colo do acolhimento.
Por Ir. Carla Frey, com o Serviço de Comunicação














