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Apenas um terço dos venezuelanos deslocados nas Américas e no Caribe considera retornar ao país, mostra pesquisa

Uma pesquisa do ACNUR, o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, mostra que apenas um terço dos venezuelanos deslocados na América Latina e no Caribe consideraria retornar ao país se as condições melhorassem. A pesquisa foi publicada no dia 8 de abril e foi realizada entre janeiro e março de 2026.

A pesquisa, disponível em inglês, entrevistou 1.288 venezuelanos que vivem no Equador, no Peru, na Colômbia, no Brasil, no Chile e na Guatemala, sendo 67% mulheres e 33% homens, com uma idade média de 38 anos.

A publicação destaca que, dentre os entrevistados, 35% expressaram inclinação a retornar para a Venezuela. Desse número, 9% têm intenção de retorno imediato dentro de 1 ano, 10% consideram o retorno e 16% expressaram uma preferência geral pela repatriação. A principal motivação de retorno é a reunificação familiar, mas a maioria dos entrevistados apontam que o retorno exigira grande estabilização econômica e política na Venezuela.

De acordo com a pesquisa, 75% dos entrevistados não tomaram medidas concretas para o retorno e 60% não possuem informações suficientes para tomar uma decisão informada, destacando a preparação crítica e lacunas de informação. Entre os fatores que influenciam a permanência nos países de acolhida estão o acesso a emprego e oportunidades de renda.

A pesquisa mostra que 58% dos entrevistados têm medo de retornar à Venezuela, com a falta de emprego e a insegurança geral figurando como os principais motivos, com ambas registrando 22% das respostas. Além disso, também figuram a insegurança alimentar (16%), acesso limitado a cuidados de saúde (15%), violência direcionada e ameaças (14%) e falta de acesso à educação (7%).

Segundo os dados, 39% dos entrevistados consideram realizar uma visita temporária à Venezuela antes de decidir retornar permanentemente, enquanto que 61% não consideram realizar esse tipo de visita.

Em novembro de 2025, 6,9 milhões de pessoas refugiadas e migrantes venezuelanas residiam em países da América Latina e do Caribe, com cerca de 4 milhões precisando de assistência humanitária, de acordo com o ACNUR. Isso representa uma das maiores situações de deslocamento na história da região.

Por Amanda Almeida, do Serviço de Comunicação

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