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COP30 deve se tornar um “sinal de esperança”, pede Papa em mensagem à Conferência

O Papa Leão XIV enviou uma mensagem à COP30, que acontece em Belém/PA entre 10 e 21 de novembro, pronunciada pelo Cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin na “Cúpula do Clima” que antecede a Conferência. As Scalabrinianas marcarão presença na COP30 como parte da delegação oficial do Brasil.

“Se você quer cultivar a paz, cuide da criação. Há uma clara ligação entre a construção da paz e a gestão da criação”, disse o Secretário de Estado, que destacou a “crescente consciência de que a paz está ameaçada pela falta de respeito pela criação, pela exploração desenfreada dos recursos naturais e pelo declínio progressivo da qualidade de vida devido às alterações climáticas.”

Parolin destacou que, devido à sua natureza global, esses desafios põem em risco a vida de todos no planeta e “exigem cooperação internacional e um multilateralismo coeso e voltado para o futuro, que coloque a sacralidade da vida, a dignidade inerente a cada ser humano e o bem comum no centro das atenções”.

“Esta Conferência deve se tornar um sinal de esperança, através do respeito demonstrado às opiniões dos outros no esforço conjunto de busca por uma linguagem comum e consenso, deixando de lado os interesses egoístas, tendo em mente a responsabilidade uns pelos outros e pelas gerações futuras”, sublinhou a mensagem.

Crise ecológica é uma questão moral
Recordando São João Paulo II, a mensagem destacou que, na década de 1990, ele enfatizou que a crise ecológica “é uma questão moral”, que “revela a urgente necessidade moral de uma nova solidariedade, especialmente nas relações entre as nações em desenvolvimento e as altamente industrializadas”, sublinhando a necessidade de que os Estados compartilhem a responsabilidade de forma complementar na promoção de um ambiente pacífico e saudável.

“Tragicamente, aqueles em situações mais vulneráveis são os primeiros a sofrer os efeitos devastadores das mudanças climáticas, do desmatamento e da poluição. Cuidar da criação torna-se, portanto, uma expressão de humanidade e solidariedade”, afirmou, destacando que “é vital transformar palavras e reflexões em escolhas e ações baseadas na responsabilidade, justiça e equidade para alcançar uma paz duradoura, cuidando da criação e do nosso próximo.”

Acordo de Paris
Parolin recordou, ainda, a adoção do Acordo de Paris em 2015, em reconhecimento à necessidade de uma resposta eficaz à ameaça das mudanças climáticas. “Infelizmente, temos de admitir que o caminho para alcançar os objetivos definidos nesse Acordo continua a ser longo e complexo”, afirmou.

Ele recordou, ainda, a Encíclica Laudato Si’, publicada em 2015 pelo Papa Francisco, na qual ele defende uma conversão ecológica que inclua todos, visto que “o clima é um bem comum, pertencente a todos e destinado a todos.”

Parolin expressou o desejo de que os participantes da COP30 “se inspirem a abraçar com coragem esta conversão ecológica em pensamento e ação, tendo em mente a face humana da crise climática.”

“Que todos os participantes desta COP30 se comprometam a proteger e cuidar da criação que nos foi confiada por Deus, a fim de construirmos um mundo pacífico”, afirmou, assegurando as orações do Papa Leão XIV pelos participantes da Conferência.

Clique aqui e leia a mensagem na íntegra.

Por Amanda Almeida, do Serviço de Comunicação

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