De acordo com dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), 3.113 brasileiros foram repatriados dos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Em 2026, o Brasil já recebeu dois voos de repatriamento de brasileiros, nos dias 7 e 14 de janeiro.
Segundo os dados do programa “Aqui é Brasil”, do Governo Federal, do total de retornados, 2.540 eram do sexo masculino, correspondendo a 84% do total, e 476 eram do sexo feminino (16%). Desde o início do programa, em fevereiro de 2025, o Brasil já recebeu 37 voos de retorno de brasileiros dos Estados Unidos.
Os dados do programa apontam que a 92% dos retornados viajavam sozinhos, o equivalente a 2.873 pessoas, sendo que apenas 7% dos repatriados eram membros de grupos familiares (240 pessoas)
Além disso, a maior parte dos repatriados está na faixa etária de 18-29 anos, com 957 pessoas, seguida pela faixa de 30-39, com 924, e pela faixa de 40-49, com 765. Além disso, o estado de Massachusetts figura como o estado onde vivia o maior número de repatriados brasileiros, com 1.024. Em seguida, estão os estados da Flórida, com 408, Nova Jersey, com 239, Pensilvânia, com 211, e Texas, com 188.
O programa “Aqui é Brasil” busca garantir um retorno humanizado, seguro e digno, promovendo acolhimento imediato, proteção social e apoio à reintegração social e econômica de brasileiras e brasileiros repatriados ou deportados que se encontrem em situação de vulnerabilidade e risco de violação de direitos humanos.
Os voos de deportação dos EUA para o Brasil foram iniciados em 24 de janeiro de 2025, quando 88 brasileiros chegaram ao país. Após um pouso de emergência em Manaus/AM, foi constatado que os passageiros estavam sendo mantidos algemados.
Por orientação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, a Polícia Federal recepcionou os brasileiros e determinou às autoridades e representantes do governo norte-americano a imediata retirada das algemas. Uma aeronave da Força Aérea Brasileia (FAB) foi mobilizada para transportar os nacionais até o destino final.
Em nota emitida à época, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que “o uso indiscriminado de algemas e correntes viola os termos de acordo com os EUA, que prevê o tratamento digno, respeitoso e humano dos repatriados”.
Por Amanda Almeida, do Serviço de Comunicação













