De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), 30 migrantes são considerados mortos ou desaparecidos após o naufrágio de uma embarcação na costa da Grécia no sábado, 21, em meio a condições climáticas adversas. Desde o início de 2026, mais de 600 mortes de migrantes foram registradas na região do Mar Mediterrâneo.
Segundo comunicado da OIM, a embarcação partiu de Tobruk, na Líbia, em 19 de fevereiro, tendo naufragado próximo à costa de Kali Limenes, em Creta. No total, 20 pessoas foram resgatadas com vida, sendo 16 homens e quatro menores. Até o momento, as autoridades recuperaram os corpos de três homens e uma mulher.
No texto, a OIM lamentou a perda de vidas em mais um incidente fatal no Mediterrâneo e apelou para o reforço dos esforços de busca e salvamento no Mediterrâneo Central, região que já soma 503 mortes de migrantes desde o início de 2026. “Este é o início de ano mais letal no Mediterrâneo desde que a OIM começou a coletar esses dados em 2014”, destacou o comunicado da Organização.
Desde o início de 2026, 606 migrantes já foram considerados como mortos ou desaparecidos na rota do Mar Mediterrâneo, de acordo com o Projeto Migrantes Desaparecidos da OIM. Desde 2014, a região já registrou 34.266 fatalidades envolvendo migrantes.
A OIM alerta, ainda, que as redes de tráfico e contrabando continuam explorando migrantes ao longo da rota do Mediterrâneo Central, lucrando com travessias perigosas em embarcações precárias e expondo as pessoas a graves abusos e riscos de proteção. A Organização pede por uma cooperação internacional mais robusta e respostas centradas na proteção para combater essas redes criminosas e expandir vias migratórias seguras.
Por Amanda Almeida, do Serviço de Comunicação













