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O Trabalho como Direito além fronteiras

No coração do carisma scalabriniano está o serviço aos migrantes e refugiados. Para as Scalabrinianas, o Dia do Trabalho é um lembrete de que o direito ao labor digno não deve ser limitado pela nacionalidade ou pelo status migratório.

Muitas vezes, o migrante é visto apenas como “mão de obra barata”. O carisma scalabriniano contesta essa visão, reafirmando que o trabalhador migrante carrega consigo uma dignidade intrínseca e o direito de sustentar sua família com justiça, segurança e respeito às suas raízes culturais.

A espiritualidade da “mala na mão”

São João Batista Scalabrini, fundador da congregação, via na migração um sinal dos tempos. Sob essa luz, o trabalho assume um caráter de itinerância:

  • O Trabalho de Partida: A falta de emprego digno é, frequentemente, o que força o deslocamento.
  • O Trabalho de Chegada: A inserção no mercado de trabalho é o primeiro passo para a verdadeira integração do migrante na nova sociedade.

Para as Scalabrinianas, celebrar o Dia do Trabalho é celebrar a resiliência de quem atravessa fronteiras para reconstruir a vida através do suor do seu rosto.

O rosto feminino do trabalho migrante

Um diferencial das Scalabrinianas é o olhar atento às mulheres migrantes. No cenário atual, muitas mulheres enfrentam dupla jornada e precarização em trabalhos domésticos ou de cuidado.

O carisma atua na capacitação e na defesa dessas mulheres, transformando o “trabalho de sobrevivência” em um caminho de protagonismo e emancipação.

Justiça Social e Profecia

Seguindo a Doutrina Social da Igreja, o carisma scalabriniano entende que o capital deve servir ao trabalho, e não o contrário. No Dia do Trabalho, as Irmãs renovam seu compromisso profético de: denunciar o trabalho escravo e o tráfico de pessoas (muitas vezes disfarçado de promessas de emprego) e anunciar a fraternidade universal, onde as fronteiras não sejam barreiras para o desenvolvimento humano.

Uma missão de comunhão

Para as Scalabrinianas, o 1º de maio é um convite para construir um mundo onde o trabalho seja um elo de comunhão entre os povos. Não se trata apenas de produzir bens, mas de produzir dignidade. Que o suor do trabalhador, especialmente do migrante, seja reconhecido não como um fardo, mas como uma semente de um novo amanhã, regada pela esperança e pela acolhida cristã.

Por Wellington Barros, pelo Serviço de Comunicação

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São mulheres que escolheram seguir o chamado de Deus, confiando-lhes uma linda e importante missão na igreja.

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