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Reze a Novena de Natal com as Scalabrinianas

Para celebrar o Natal, convidamos você que nos acompanha a rezar conosco a Novena de Natal, em que recordaremos os migrantes em situações diversas.

Assim, vamos recordar as pessoas que escolheram sair ou foram forçadas a sair de suas casas e estão em busca de um novo começo em outro lugar. Todos os dias, até o Natal, traremos breves orações pedindo que Deus nos ajude a acolher, proteger, promover e integrar a todos, assim como vamos acolher o nascimento de Jesus em nossas famílias e comunidades.

Acompanhe a Novena de Natal nesse post ou, ainda, em nosso Facebook, Instagram ou YouTube.

Confira a Mensagem de Natal da PMMM

Faça download da Novena de Natal das Scalabrinianas em português e espanhol

Acompanhe e reze a Novena de Natal com as Scalabrinianas

16/12 – Primeiro dia: A migração na Bíblia

Um breve sobrevoo sobre as Escrituras mostra que Jesus foi, ao menos um migrante, assim como seus pais.

Basta lembrar como exemplo a famosa passagem sobre a ida de Jesus, Maria e José para o Egito para fugir da perseguição do rei Herodes – caso permanecesse na Judeia, poderia ser morto, o que não difere muito da situação de milhares de refugiados na atualidade.

Voltando um pouco mais no tempo bíblico (e histórico), há também a trajetória do próprio povo de Israel, que se viu na condição de migrante em momentos como a estada e fuga do Egito e no cativeiro na Babilônia.

E você, já tinha pensado sobre isso?

Rezemos, pedindo a Deus que nos ajude a compreender os sinais da história e acolher a todos, com amor!


Ó Senhor,
Ajude-nos a compreender que migrar faz parte da história humana.
Que saibamos interpretar os sinais dos tempos e
sejamos, também nós, promotores da paz e do amor, assim como fez Jesus, desde o seu nascimento até sua morte e ressurreição.
Que saibamos construir um mundo sem fronteiras,
Amém!

17/12 – Segundo dia: A migração na História

A migração faz parte da história da humanidade. Historiadores em geral concordam que o estilo de vida migratório e o sedentário coexistiram em todos os períodos da história mundial. Inclusive, vale lembrar que o Brasil só existe, tal como é, com essa miscigenação de culturas e povos, porque fomos um povo feito de migrantes.

É importante lembrar, contudo, que as questões legais e administrativas da migração moderna surgiram somente no fim do século XIX. Hoje, muitas nações tem as fronteiras fechadas e os migrantes, que enfrentam muitos problemas, sendo considerados ilegais e sem garantia de direitos.


Ó Senhor,
Ajude-nos a compreender que os fluxos migratórios
sempre existiram.
Que saibamos lutar por políticas públicas de inclusão
e leis internacionais que garantam direitos aos migrantes.
Que saibamos construir um mundo sem fronteiras,
Amém!

18/12 – Terceiro dia: A missão de Jesus

Neste terceiro domingo do Advento, recordemos, durante nossa novena de Natal, recordemos a missão de Jesus: propor um projeto de salvação e de libertação que leve os homens à descoberta da verdadeira felicidade.

Todas as pessoas foram, por Jesus Salvas. A Salvação que trouxe Jesus não se limitou à terra em que ele nasceu, mas foi universal. Assim, todos os cristãos são convidados a pensar o mundo como este lugar de salvação, em que todos e todas são iguais.


Ó Senhor,
Ensina-nos a ser, como seu filho, sinais da salvação universal.
Que sejamos promotores de direitos iguais para seus filhos e filhas
e não desanimemos na vivência de um mundo justo e solidário.
Que saibamos construir um mundo sem fronteiras,
Amém!

19/12 – Quarto dia: Você já sofreu preconceito?

Migrantes são alvo de preconceito e descaso, muitas vezes, simplesmente por terem nascido em outro estado ou país.

Você já deve ter ouvido piadas sobre mineiros, paraibanos ou nordestinos, não é mesmo? Já deve ter ouvido falar dos crimes contra haitianos ou africanos?

Pois é, o preconceito faz parte da vida dos migrantes, às vezes, simplesmente por terem um sotaque diferente ou por gostarem de uma comida diferente de nós. Embora vivamos no século XXI, a humanidade precisa dar passos largos no que se refere ao respeito e ao cuidado com o ser humano, independentemente da cor, raça, religião ou identidade cultural.


Ó Senhor,
Orienta-nos no caminho do respeito e da paz.
Que não sejamos hipócritas, alimentando preconceitos sem escrúpulos com as pessoas diferentes de nós.
Que sejamos promotores da igualdade, hoje e sempre.
Que saibamos construir um mundo sem fronteiras,
Amém!

20/12 – Quinto dia: As mulheres que migram

Migram as mulheres no mundo contemporâneo: vendidas como escravas ou fugindo de desastres naturais ou de violência; em busca de renda para o sustento de seus familiares ou à procura de maior autonomia.

Migram as mulheres em travessias em que os sonhos e os pesadelos se entrelaçam, em que a vontade de sair se coaduna com o desejo do retorno. A migração, assim, se torna, não raramente, uma experiência de fragmentação, onde nem sempre o coração acompanha os caminhos dos pés.

Envolvidas no âmbito produtivo, do trabalho externo, elas raramente abandonam a responsabilidade pelo âmbito reprodutivo, mesmo se, em muitos casos, de forma transnacional, mediante o envio de remessas.

Elas assumem, em corpo e alma, o compromisso pelo bem estar – leia-se desenvolvimento humano – não apenas de seus familiares, mas também daqueles de quem cuidam, sobretudo quando envolvidas no âmbito produtivo em trabalhos de cuidado doméstico, enfermagem ou de cuidadoras de crianças.

Mas quem cuida do bem estar dessas mulheres migrantes e refugiadas? Qual é o preço que elas pagam para cuidar dos outros?

Em outros termos, a pergunta não é apenas se a mulher migrante contribui para o desenvolvimento, mas também se o processo contemporâneo de desenvolvimento contribui para o bem estar – ou desenvolvimento humano – da mulher migrante e refugiada.

Escrito por Rosita Milesi e Roberto Marinucci


Ó Senhor,
Guia todas as mulheres que migram.
Que elas sejam fortes para vencer as batalhas do caminho e ternas para continuar espalhando o cuidado e o bem.
Que saibamos ter, por todas as mulheres migrantes, o mesmo respeito e admiração que temos por Maria, vossa Mãe!
Que saibamos construir um mundo sem fronteiras,
Amém!

21/12 – Os novos fluxos migratórios

Se no século XX tivemos um forte fluxo de pessoas em direção às metrópoles, em busca de melhores empregos e oportunidades, nas primeiras décadas do século XXI, estamos vivendo um movimento contrário: pessoas das “cidades grandes” que veem nas cidades menores uma nova chance para investir e inovar e para viver com mais tranquilidade.

Pequenas e médias cidades têm se apresentado como alternativa aos grandes centros, tão saturados, para quem deseja conquistar espaço, explorar novos mercados, inovar e criar possibilidades.

Aliado à perspectiva de crescimento profissional, esses lugares costumam oferecer melhor qualidade nos serviços prestados – sejam eles públicos ou privados –, trânsito mais tranquilo, mais contato com a natureza, mais segurança e conforto no dia a dia.


Ó Senhor,
Teu povo está em constante movimento.
Nem sempre é fácil acolher o novo, o inusitado, o diferente.
Precisamos estar atentos para entender, em cada época, quais são as necessidades daqueles que estão a caminho e buscam novas formas e lugares para viver.
Que saibamos construir um mundo sem fronteiras,
Amém!

22/12 – Scalabrini, um migrante para os migrantes

Para conhecer a situação em que viviam os migrantes italianos, Scalabrini, aos 62 anos e enfermo, viajou aos Estados Unidos, Brasil e Argentina entre 1901 a 1904.

Nestas viagens fez questão de ir a cada lugar em que havia comunidades de migrantes italianos, não importando as dificuldades existentes.

Seu empenho fortaleceu os emigrantes e consolidou as obras iniciadas pela família Scalabriniana em todo o mundo.


Ó Senhor,
Que saibamos, como São Scalabrini, Fundador da Congregação, realizar ações de acolhida e cuidado com todos os migrantes e refugiados.
Que saibamos construir um mundo sem fronteiras,
Amém!

23/12 – Migração: caminho para a paz

O Papa Francisco ensina que a migração “é uma das principais manifestações da globalização”.

Ele chama atenção para o fato de que mesmo diante do grande fluxo de migrantes presentes em todos os continentes e em quase todos os países, a migração ainda é vista como emergência ou como fato circunstancial e esporádico, mas afirma que se tornou um elemento característico e um desafio para as sociedades.

“Muitas pessoas obrigadas a migrar sofrem e muitas vezes morrem tragicamente; muitos de seus direitos são violados. Elas são obrigadas a se separar de suas famílias e infelizmente continuam sendo objeto de comportamentos racistas e xenófobos”, revela o Sumo Pontífice.

Para Francisco, “é necessário passar de uma atitude de defesa e de medo, de desinteresse ou de marginalização – que, no final, corresponde precisamente à ‘cultura do descartável’ – para uma atitude que tem por base a ‘cultura do encontro’, a única capaz de construir um mundo mais justo e fraterno, um mundo melhor.”


Ó Senhor,
Que saibamos aproveitar todas as oportunidades que tivermos para promover a cultura do encontro. Que abramos os olhos para os benefícios que os migrantes trazem a cada novo porto que desembarcam.
Que estejamos atentos para a novidade da migração em nossas vidas!
Que saibamos construir um mundo sem fronteiras,
Amém!

24/12 – As crianças migrantes

Dados mostram que a migração infantil tem aumentado consideravelmente no Brasil e no mundo; por isso, precisamos pensar de que forma as crianças tem vivido o processo migratório e que direitos a amparam, especialmente se estão sendo respeitadas no seu direito por educação.

Precisamos ampliar nossos conhecimentos acerca dos direitos das crianças migrantes quanto ao acesso à educação e refletir acerca da necessidade de as políticas públicas avançarem em relação à oferta desses direitos, garantindo formas de acolhimento e de inclusão.


Ó Senhor,
Seu nascimento em terras estrangeiras, numa estrebaria,
Nos faz pensar em tantas crianças que nascem sem ter onde morar.
A migração infantil esteja presente, não só em nossas orações, mas nas políticas de cada país e em ações, efetivas, de acolhida e cuidado para todos esses pequenos andantes.
Que saibamos construir um mundo sem fronteiras,
Amém!

Da Equipe de Comunicação

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