De acordo com dados do Portal de Dados Operacionais da Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR), 12,6 milhões de pessoas estão deslocadas pelos conflitos no Sudão, das quais 8,5 milhões são deslocados internos. A guerra civil no Sudão começou em 15 de abril de 2023, com combates entre as Forças Armadas Sudanesas e as Forças de Suporte Rápido (FSR).
No total, o ACNUR registrou 12.670.731 deslocamentos até 31 de março, sendo a maioria deslocados internos, que somam 8.596.622 pessoas. Desde o início dos conflitos, 3.807.780 de pessoas fugiram para países vizinhos do Sudão, entre refugiados/solicitantes de asilo (3.042.365) e refugiados retornados (765.415).
Desde o início dos conflitos, 1,5 milhão de pessoas fugiram para o Egito, o país que mais acolhe refugiados dos conflitos no Sudão. Em seguida, vem o Sudão do Sul, com quase 1,1 milhão, dos quais 348.597 são sudaneses refugiados e solicitantes de asilo e 740.826 são refugiados retornados. O Chade também se destaca, tendo recebido 772.970 refugiados sudaneses desde o início dos conflitos.
De acordo com o ACNUR, do total de refugiados registrados no Egito, cerca de 38% são meninos e meninas com idades de 0-17 anos e 62% são adultos. No Sudão do Sul, o número chega a 65% de chegadas de menores e 35% de adultos. No Chade, 55% dos registros são de menores de idade e 45% são de adultos.
Entre os deslocados internos, Darfur do Sul segue sendo o estado com maior número de registros, com 936.149, seguido de perto pelo estado do Rio Nilo, com 935.723 deslocados. Outros 829.567 deslocados internos foram registrados em Gedaref, 695.715 em Darfur Oriental e 614.630 no Nilo Branco, onde também foram registrados 204.507 refugiados auto-realocados.
Por Amanda Almeida, do Serviço de Comunicação