De acordo com dados do Transactional Records Access Clearinghouse (TRAC), banco de dados da Universidade de Syracuse, dos EUA, 73% dos imigrantes detidos nos Estados Unidos até 30 de novembro de 2025 não tinham antecedentes criminais.
Segundo o TRAC, o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) manteve um total de 65.735 imigrantes em centros de detenção até 30 de novembro, desse total 48.377 não possuíam antecedentes criminais. “Muitos dos condenados cometeram apenas delitos menores, incluindo infrações de trânsito”, afirma o TRAC.
Apesar disso, o discurso oficial do governo de Donald Trump alega que o ICE se dedica a deter “criminosos” que colocam em risco a segurança pública do país.
De acordo com um relatório do Conselho Americano de Imigração, organização apoia imigrantes que vivem nos EUA, quando o presidente Trump assumiu o cargo, em janeiro de 2025, cerca de 40.000 imigrantes estavam detidos, número que passou para cerca de 68.000 até o final de dezembro de 2025, um aumento de quase 75%.
O documento aponta que, em novembro de 2025, para cada pessoa liberada da detenção do ICE, 14,3 pessoas foram deportadas diretamente da custódia do ICE, um aumento em relação à proporção de 1,6 observada em dezembro de 2024.
O relatório do Conselho Americano de Imigração aponta que as operações de fiscalização direcionadas foram complementadas por mais “batidas indiscriminadas” em locais de trabalho, “patrulhas itinerantes” e “prisões colaterais”, além de prisões sem aviso prévio de imigrantes que comparecem diligentemente às audiências e checagens judiciais. “O resultado dessas mudanças nas práticas de prisão foi um aumento de 2.450% no número de pessoas sem antecedentes criminais detidas pelo ICE”, afirma o documento.
Brasileiros deportados
De acordo com dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, até 31 de janeiro de 2026, cerca de 3.200 brasileiros foram deportados dos Estados Unidos. Para acolher os repatriados, o Governo Federal criou o programa “Aqui é Brasil”, que já realizou 39 operações de apoio aos repatriados, garantindo assistência emergencial e acompanhamento continuado.
Por Amanda Almeida, do Serviço de Comunicação















