De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), naufrágios recentes no Mar Mediterrâneo elevaram o total de mortes na região para quase 1.000 em 2026. A maior parte das fatalidades aconteceu no Mediterrâneo Central, onde mais de 26 mil pessoas morreram desde 2014.
Em comunicado, a OIM destacou que naufrágios recentes deixaram 180 pessoas mortas ou desaparecidas no Mediterrâneo, sendo que em apenas um deles, ocorrido em 5 e abril, 80 migrantes desapareceram após o barco virar com cerca de 120 pessoas a bordo devido ao mau tempo. Na ocasião, 32 sobreviventes foram resgatados por um navio mercante e um rebocador.
Em 1º de abril, 19 pessoas foram encontradas mortas a bordo de uma embarcação perto de Lampedusa. De acordo com a OIM, 58 sobreviventes foram resgatados, entre eles mulheres e crianças, muitas em estado crítico. No mesmo dia, pelo menos 19 migrantes morreram no Mar Egeu, perto de Bodrum, na Turquia, depois que um bote inflável virou a caminho da Grécia.
Segundo a OIM, em 28 de março, pelo menos 22 migrantes morreram ao largo de Creta após partirem do leste da Líbia, enquanto que um naufrágio em 30 de março deixou 19 mortos e 20 desaparecidos perto de Sfax, na Tunísia.
No total, o projeto Migrantes Desaparecidos da OIM já registrou 910 mortes ou desaparecimentos de migrantes no Mar Mediterrâneo desde o início de 2026. A maioria se concentra no Mediterrâneo Central, com 683 registros. Além disso, outros 143 migrantes morreram no Mediterrâneo Oriental desde o início do ano e 84 no Mediterrâneo Ocidental.
Desde 2014, a OIM já registrou 34.570 mortes no Mar Mediterrâneo, com o maior pico registrado em 2016, quando 5.136 migrantes morreram ao tentar realizar a travessia até a Europa. Apenas em 2025, 2.185 pessoas perderam a vida na região, sendo 1.330 apenas no Mediterrâneo Central.
Por Amanda Almeida, do Serviço de Comunicação











