As Scalabrinianas celebram, em 2026, o Jubileu de 25 anos do Bienvenu Shelter, casa de acolhimento situada em Joanesburgo, na África do Sul, que oferece proteção, cuidado e novas oportunidades para mulheres e crianças migrantes, refugiadas e em situação de vulnerabilidade. Em entrevista ao Vatican News, a diretora do abrigo, Ir. Marivane Chiesa, Missionária Scalabriniana, destacou que a celebração vai além de um marco institucional e representa, sobretudo, a memória viva de milhares de vidas transformadas ao longo da caminhada.
“Não celebramos simplesmente 25 anos de existência. Celebramos a esperança, a solidariedade e tantas vidas reconstruídas ao longo deste caminho”, afirmou Ir. Marivane.
O Bienvenu Shelter foi criado no início dos anos 2000 como resposta ao crescente número de mulheres migrantes e refugiadas que chegavam a Joanesburgo sem abrigo, proteção ou condições mínimas de segurança. A missão foi construída em parceria entre as Irmãs Scalabrinianas, as Irmãs da Sagrada Família, o Serviço Jesuíta aos Refugiados e a Arquidiocese de Joanesburgo.
Segundo Ir. Marivane, o abrigo surgiu de “um sonho de compaixão” compartilhado por diferentes congregações e organismos da Igreja comprometidos com o cuidado aos mais vulneráveis.
Ao longo destes 25 anos, o Bienvenu Shelter tornou-se muito mais do que um espaço de acolhida temporária. O local oferece acompanhamento humano, psicológico, espiritual e social às mulheres acolhidas, ajudando-as a recuperar a dignidade e reconstruir suas vidas. “O objetivo é que elas possam sair daqui com ferramentas para reconstruírem a própria vida e sustentarem os seus filhos”, explicou Ir. Marivane ao comentar também o trabalho realizado no Madre Assunta Centre, centro de formação ligado ao abrigo, onde são oferecidos cursos profissionalizantes.
A Ir. Analita Candaten, conselheira provincial das Irmãs Scalabrinianas, que participou das celebrações jubilares, reforçou que a missão junto aos migrantes continua sendo um testemunho concreto do Evangelho. “Muitas mulheres chegam sem esperança, mas conseguem reencontrar aqui um novo sentido para a vida”, afirmou ao Vatican News.
Para Ir. Analita, o compromisso com os migrantes e refugiados expressa o chamado cristão à acolhida e à solidariedade. “O Evangelho não nos deixa acomodados. Chama-nos continuamente a acolher, ouvir e caminhar com os mais vulneráveis”, destacou, recordando as palavras de Jesus: “Era estrangeiro e acolheste-me”.
Em um contexto marcado por tensões migratórias e episódios de xenofobia na África do Sul, o Bienvenu Shelter segue sendo um sinal de esperança, integração e promoção da dignidade humana. “Todos somos migrantes neste mundo”, recordou Ir. Marivane.
Mesmo diante das dificuldades financeiras e da diminuição de recursos internacionais destinados a projetos humanitários, a missão continua graças ao apoio de parceiros, voluntários e benfeitores. “Quando um trabalho é feito com amor, Deus nunca abandona”, concluiu a diretora do abrigo.
Confira a reportagem completa do Vatican News em: https://www.vaticannews.va/pt/africa/news/2026-05/mulheres-migrantes-refugiadas-scalabrinianas-abrigo-esperanca.html
Do Serviço de Comunicação














