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Sudão registra mais de 5 milhões de retornados em meio à persistência dos conflitos, afirma OIM

De acordo com um comunicado da Organização Internacional para as Migrações (OIM), mais de 5,1 milhões de pessoas retornaram às suas áreas de origem no Sudão, enquanto 8,6 milhões permanecem deslocadas. A Organização alerta que muitas pessoas estão voltando para um país ainda devastado por conflitos, onde casas, escolas e clínicas danificadas não conseguem atender às necessidades, correndo o risco de serem deslocadas novamente.

O comunicado se baseia em novos dados da Matriz de Monitoramento de Deslocamento (DTM) da OIM, que registraram um total de 5.145.165 retornados em 76 localidades de nove estados do Sudão, em um crescimento de 4% em comparação com o mês passado. De acordo com o documento, outras 8.583.274 pessoas ainda estão deslocadas em todo o país, uma queda de 26% em relação ao pico da crise.

De acordo com a OIM, 82% dos retornados, o equivalente a 4,2 milhões de pessoas, haviam sido deslocados dentro do Sudão. Os outros 18%, cerca de 930 mil pessoas, retornaram de outros países, sendo o Egito o principal país de origem (50%), seguido pelo Sudão do Sul (25%), Líbia (10%) e países do Golfo (8%)

O comunicado da OIM destaca que, embora o número de deslocados internos tenha diminuído em relação ao pico, mais de 8,5 milhões de pessoas seguem desabrigadas em todo o Sudão, com novos deslocamentos registrados em partes de Darfur, Kordofan e Nilo Azul devido à insegurança persistente.

A OIM aponta, ainda, que cerca de metade dos deslocados internos e 50% dos retornados têm menos de 18 anos, com milhões enfrentando interrupção da escolaridade, além de acesso limitado a serviços de saúde e brechas na proteção.

Por Amanda Almeida, do Serviço de Comunicação, com informações da OIM

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