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Dia Mundial do Refugiado: 1 em cada 74 pessoas foi forçada a fugir

A cada dia 20 de junho comemora-se o Dia Mundial do Refugiado. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas e tem o objetivo de celebrar a força, a coragem e a resistência das pessoas que são obrigadas a sair de seus países por diferentes causas, tais como conflitos armados, violência generalizada e violação massiva dos direitos humanos.

Espera-se também que os governantes e a população estejam mais sensíveis e informados acerca dessa questão humanitária, para facilitar processos de acolhida e integração dos refugiados em seus países de residência.

No Brasil, em 2022, os pedidos de refúgio de imigrantes cresceram 73% em comparação com o ano anterior, com mais de 50 mil pedidos. O número chegou ao auge em 2019, com mais de 82 mil pedidos. No período de dez anos, foram 345 mil solicitações. Os dados são do Ministério da Justiça.

Liberdade para escolher
Em abril deste ano, durante sua visita à Hungria, o Papa Francisco encontrou-se com pessoas refugiadas no País e pediu a erradicação da indiferença. Na mensagem para o 109° Dia Mundial do Migrante e do Refugiado que será celebrado em 24 de setembro, o Papa Francisco afirma que a migração, ao contrário do que acontece no refúgio, deve ser uma escolha livre.

“Por isso, enquanto trabalhamos para que toda a migração possa ser fruto de uma escolha livre, somos chamados a ter o maior respeito pela dignidade de cada migrante; e isto significa acompanhar e gerir da melhor forma possível os seus fluxos, construindo pontes e não muros, alargando os canais para uma migração segura e regular”, escreveu o Pontífice.

Atuação das Missionárias Scalabrinianas
No Brasil e em vários países do mundo, as Missionárias Scalabrinianas atuam na acolhida, promoção e integração de pessoas refugiadas. Em 2020, as Irmãs Scalabrinianas atuaram em Lesbos, na Grécia. A presença das missionárias fez parte da atividade solidária de verão, realizada pela Comunidade romana de Sant’Egidio ao lado dos refugiados no campo denominado Moria 2, após o incêndio que destruiu o campo de Moria e que abriga cerca de 4.500 pessoas, que vivem em tendas e contêineres colocados ao longo do mar.

No Pari, em São Paulo, o trabalho realizado na Missão Scalabriniana é um serviço de proteção especial de alta complexidade, pautado na Política Nacional de Assistência e direcionado ao atendimento de famílias e/ou indivíduos em situação de risco pessoal, com seus direitos

Em Brasília, o Centro de Acolhida para refugiados e migrantes venezuelanos Casa Bom Samaritano, acomoda famílias venezuelanas que são interiorizadas de Roraima para o Distrito Federal visando contratações pelo setor privado local. O imóvel fica na região do Lago Sul e foi cedido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) ao projeto.

A Casa Bom Samaritano está inserida no projeto Acolhidos Por Meio do Trabalho, implementado pela AVSI Brasil e Instituto Migrações para os Direitos Humanos (IMDH), mantido pelas Missionárias Scalabrinianas.

Em outros estados brasileiros, em países da África, Ásia, Europa e Américas, as Irmãs Scalabrinianas mantêm casas de acolhida e outros serviços de promoção e proteção de refugiados.

Relatório da Acnur mostra tendências globais sobre deslocamento forçado em 2022
Anualmente, a Agência da Onu para refugiados (Acnur) lança um relatório com as tendências globais em relação ao deslocamento forçado. Lançado em 14 de junho, o relatório de 2023 mostra que, no fim de 2022; 108,4 milhões de pessoas em todo o mundo foram deslocadas à força devido a perseguições, conflitos, violência, violações dos direitos humanos e eventos políticos ou de perturbação da ordem pública.

O número mostra um aumento de 19 milhões de pessoas em relação ao final de 2021 – mais do que as populações do Equador, da Holanda ou da Somália. Mais de 1 em cada 74 pessoas na Terra foi forçada a fugir.

Uma das causas do aumento em grande escala foi a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022, que provocou uma das crises de deslocamento mais rápidas e uma das maiores desde a Segunda Guerra Mundial. No fim de 2022, um total de 11,6 milhões de ucranianos continuavam deslocados, incluindo 5,9 milhões dentro de seu país e 5,7 milhões que fugiram para países vizinhos e além.

O relatório mostra que conflitos em outras partes do mundo continuaram ou foram reacendidos, como na República Democrática do Congo, Etiópia e Mianmar, onde mais de 1 milhão de pessoas foram deslocadas.

Mas, no geral, 52% de todos os refugiados vieram de três países: República Árabe da Síria (6,5 milhões), Ucrânia (5,7 milhões) e Afeganistão (5,7 milhões).

O relatório completo está disponível (em inglês) no site da Acnur.

Por Nayá Fernandes, da Equipe de Comunicação

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