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5 anos de fundação da Província Maria, Mãe dos Migrantes

Queridas Irmãs, Formandas, Leigos Missionários Scalabrinianos e Colaboradores,

Na alegria de celebrar a solenidade de Imaculada Conceição de Maria e a festa dos cinco anos de fundação da Província Maria Mãe dos Migrantes, retomamos aquele é que o fim último da nossa vida, carisma e serviço: ser presença de Jesus na comunidade, na família, no espaço de trabalho, no auto e mútuo cuidado, sabendo que tudo se reverterá no serviço aos migrantes. Para isto, é preciso pedir como rezamos em uma oração congregacional: “Fazei que tenhamos os mesmos sentimentos que tivestes, santificai-nos na verdade, revesti-nos da vossa caridade para conservar unidos no vosso amor, os que nutris com o único Pão Eucarístico.” ¹

Esta oração tão conhecida por muitos de nós, remete-nos à infância de Jesus, à educação que recebeu de Maria, sua bendita mãe, e de como esta, com amor, formava em seu filho os sentimentos mais nobres e profundos, esculpindo, diuturnamente, em Jesus, a sensibilidade às moções do Espírito Nele e para com as pessoas e realidades que O circundará em seus 33 anos de vida terrena.

Ao confiar a província a Maria, Mãe dos Migrantes, as irmãs, em 2017, revelaram a profunda confiança que cada uma nutre por Maria e a relação filial que está na base de tal confiança. A devoção mariana, é uma herança que está no DNA da Espiritualidade Scalabriniana e na forma de interação de Scalabrini com Nossa Senhora, que na homilia, da festa da Assunção, em 1888, escreve: “Quem ama Maria, ama Jesus e não pode amar verdadeiramente a Jesus quem não ama a Maria. Jesus e Maria jamais são separados no pensamento e no afeto do crente”.²

Uma das testemunhas do processo diocesano de canonização de Scalabrini afirma: “possuía uma devoção filial e admirável para com a SS. Virgem. Refiro-me à solene coroação de Nossa Senhora de São Marcos a quem ofereceu as preciosas coroas nas quais estavam engastadas as joias de sua mãe. Eu estava presente ao rito sagrado (…) falou ao ar livre e elevou à Virgem um hino de louvor, que pareceu inspirado por um anjo.”³

Somente quem ama fala com tanta efusão a ponto de envolver emocionalmente a seus ouvintes, o que é confirmado por outra testemunha: “Lembro de um sermão que ele proferiu na Catedral, em honra da Imaculada, depois de seu segundo retorno da América. Encontrava-me perto do Pe. Trussardi, jesuíta. Quando terminou, o religioso prorrompeu nesta exclamação: ‘Somente Anjos falam assim!’⁴

A respeito das joias doadas para compor a coroa de Virgem, Roberto Ítalo diz que Scalabrini, neste gesto, quer “reafirmar que é a ela, sua genitora, que deve, além da vida, a fé e a devoção mariana”⁵. A este respeito, cita Scalabrini que afirma: “quis fazer a Nossa Senhora, a quem devo tudo, um presente não índigo dela”⁶.

Que Maria, nossa protetora e intercessora, proteja as nossas famílias, comunidades e vocação ajudando-nos a adornar a nossa coroa com os sentimentos de seu Filho, transformando a nossa água no vinho da alegria, da festa, da colhida e da comunhão.

Feliz festa da Imaculada Conceição e dos cinco anos de fundação da Província Maria, Mãe dos Migrantes! Que Ela sempre nos leve a cultivar, sentir e expressar os mesmos sentimentos de Jesus.

Irmã Maria Lélis da Silva, mscs

¹ Livreto de Orações Comunitárias das Irmã Missionarias de São Carlos Borromeo – Scalabrinianas.
² João Batista Scalabrini Espiritualidade da Encarnação. Padre Mário Francesconi. 1991. Edições Loyola. São Paulo, SP.
³ Texto A.De Martini, processo diocesano f. 269.
⁴ Texto G. Cardinali, processo diocesano f. 300.
⁵ Da mesma força de Deus. Roberto Italo Zanini. Loyola. São Paulo, SP. 2013.
⁶ Idem.

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