No sábado, 11, foi realizado no Centro de Evangelização da Paróquia e Santuário São Francisco de Assis, em Brasília/DF, o curso de formação para novos agentes da Pastoral dos Migrantes e Refugiados, do qual participaram representantes de 09 paróquias de diferentes regiões do entrono de Brasília.
O encontro contou com a assessoria do Centro de Estudos Scalabriniano (CSEM) e da coordenação da Equipe Diocesana da Pastoral, sendo organizado pelas Irmãs Scalabrinianas, que conduziram os trabalhos com dedicação e espírito missionário.
Acolhida e integração
O curso destacou a importância de receber migrantes e refugiados com respeito, empatia e solidariedade, promovendo sua inserção na comunidade eclesial e social, fazendo o momento de oração da Maria, Mãe dos migrantes.
Realidade da mobilidade humana
O momento formativo apresentou a complexidade da migração nos dias atuais, destacando que a migração pode ser voluntária ou forçada, sendo esta última muito comum. Ainda, foram explicados os diferentes perfis de pessoas em mobilidade, sendo eles: migrantes econômicos, refugiados (por guerras, perseguição política, religiosa ou étnica), deslocados internos (que saem de suas casas, mas permanecem no próprio país) e apátridas (pessoas que não possuem reconhecimento de nacionalidade).
Além disso, foi ressaltado que muitos não deixam seus países por escolha, mas por necessidade extrema, que pode ser causada por: conflitos armados, crises políticas e econômicas, violência generalizada, desastres ambientais e mudanças climáticas e falta de acesso a condições básicas de vida
Rotas migratórias e riscos
A formação destacou, ainda, algumas rotas migratórias perigosas e muito utilizadas pelos migrantes ao redor do mundo, como as travessias da América Central rumo aos Estados Unidos, a migração para a Europa e os fluxos internos e regionais na América Latina.
Foram sublinhados, também, os sérios riscos enfrentados pelos migrantes durante essas trajetórias, como violência, exploração e extorsão, separação familiar e longos períodos de espera em condições precárias.
Desafios enfrentados pelos migrantes
O curso pontuou diversos desafios que os migrantes enfrentam, entre eles a xenofobia e discriminação, inclusive dentro das próprias comunidades; a dificuldade de integração cultural; barreiras linguísticas; falta de documentação; dificuldade de acesso a trabalho, saúde e educação; e situações de vulnerabilidade social e emocional.
Foi ressaltado pela equipe que o preconceito muitas vezes nasce do desconhecimento e do medo do “outro”, o que reforça a necessidade de informação, sensibilização e acolhida.
Dimensão humana da pastoral
Foi enfatizado, ainda, que o trabalho pastoral junto aos migrantes deve considerar a pessoa em sua totalidade, não se limitando a oferecer ajuda, mas reconhecendo a dignidade da pessoa e caminhando junto com ela:
- Corpo: atender às necessidades físicas;
- Emoções: acolher traumas, perdas e medos;
- Vida social: favorecer integração e pertencimento;
- Espiritualidade: cuidar da dimensão de fé.
Princípios da PAMIRE
A formação destacou, ainda, os quatro pilares da atuação da pastoral da Pastoral dos Migrantes e Refugiados (PAMIRE), sendo eles acolher, proteger, promover e integrar, de forma a criar espaços de escutas, oferecer ajuda, defender direitos, favorecer a autonomia e promover a convivência intercultural.
Experiências práticas compartilhadas
O momento formativo contou, também, com o relato de experiências concretas da atuação junto aos migrantes e refugiados, através de relatos de casas de acolhida para migrantes, apoio a famílias (especialmente venezuelanas), inserção no mercado de trabalho, acompanhamento de crianças e famílias, apoio jurídico e documental e parcerias com instituições e ONGs.







Por Ir. Rosa Maria Zanchin, mscs, e Suzana Garron, da Equipe da PAMIRE Arquidiocesana, com o Serviço de Comunicação
















