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140 migrantes estão desaparecidos após naufrágio no Iêmen

Entre as vítimas do naufrágio no Iêmen estão seis crianças e 31 mulheres

De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), pelo menos 140 migrantes estão desaparecidos após o barco em que viajavam naufragar na costa do Iêmen na segunda-feira, 10. Desde 2014, mais de 1.800 pessoas já morreram ao tentar realizar a rota migratória entre o Chifre da África e o Iêmen, segundo a OIM.

Além dos desaparecidos, pelo menos 49 migrantes morreram após o naufrágio, que aconteceu perto de Alghareef Point, na província de Shabwah, Iêmen. De acordo com a OIM, entre as vítimas estão 31 mulheres e seis crianças.

Segundo os 71 sobreviventes do naufrágio, 260 migrantes viajavam na embarcação, que partiu de Bossaso, na Somália, por volta das 03h de domingo, 09, com 115 cidadãos da Somália e 145 da Etiópia, entre eles 90 mulheres. Em comunicado, a OIM destacou que isso reflete o aumento recente nos migrantes do Chifre da África que viajam para o Iêmen, “estimulados pela instabilidade política e econômica, juntamente com secas severas e outros fenômenos climáticos extremos.”

A OIM informou em comunicado que mobilizou duas equipes médicas móveis para prestar assistência imediata aos sobreviventes, entre os quais estão seis crianças. Do total de sobreviventes, oito migrantes precisaram de cuidados médicos adicionais e foram encaminhados para um hospital, enquanto os 63 restantes receberam primeiros socorros e tratamento menor, incluindo cuidados de trauma e curativos na clínica móvel no local.

“O Chifre da África Oriental para o Iémen é uma das rotas de migração mista mais movimentadas e perigosas do mundo, frequentada por centenas de milhares de migrantes, a maioria dos quais realizam viagens irregulares”, afirmou a OIM, que ressaltou que eles dependem frequentemente de contrabandistas, correndo risco de serem vítimas do tráfico de pessoas.

Mesmo com os conflitos no Iêmen, os migrantes continuam a transitar pelo país na tentativa de chegar à Arábia Saudita e outros países próximos. Apenas em 2023, a Matriz de Rastreamento de Deslocados (DTM) da OIM observou mais de 97.200 chegadas de migrantes ao Iémen, superando os números do ano anterior, quando cerca de 73.000 migrantes chegaram ao país.

Desde 2014, o Projeto Missing Migrants da OIM registrou pelo menos 1.860 mortes e desaparecimentos de migrantes ao longo da Rota Oriental, que vai do Leste e do Chifre da África até aos países do Golfo, entre eles o Iêmen. Entre as mortes registradas pela Organização estão cerca de 480 devido a afogamento.

Por Amanda Almeida, da Equipe de Comunicação, com informações da OIM

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