De acordo com informações da Organização Internacional para as Migrações (OIM), até o dia 17 de março, mais de 125 mil pessoas cruzaram a fronteira do Líbano para a Síria, sendo que cerca de metade são crianças. Os deslocamentos acontecem devido à escalada nos conflitos na região.
Segundo a OIM, a maioria das pessoas que cruzaram são cidadãos sírios, mas cerca de 7 mil são libaneses. “O risco de uma crise de deslocamento muito maior é real e crescente”, disse a Diretora-Geral da OIM, Amy Pope, que destacou que as necessidades estão aumentando rapidamente.
A OIM destaca que o número crescente de travessias está aumentando a pressão sobre a infraestrutura e serviços públicos já debilitados da Síria após uma década de crise. “Um aumento ainda maior nas chegadas corre o risco de sobrecarregar a capacidade local e desencadear novos deslocamentos internos”, destacou um comunicado da Organização.
De acordo com o comunicado, Ar-Ragga recebeu cerca de 21% dos imigrantes que cruzaram a fronteira do Líbano, muitos deles em áreas remotas, com acesso limitado a alimentos, água e cuidados de saúde. Outros, segundo a OIM, estão em áreas urbanas densamente povoadas ao redor de Damasco, intensificando a pressão sobre os serviços básicos.
O comunicado sublinha que as famílias chegam com pouco ou nenhum recurso, sendo que a assistência financeira está entre as necessidades mais urgentes, junto com alimentação, abrigo e saúde.
De acordo com um comunicado do ACNUR, a Agência da ONU para os Refugiados, publicado em 10 de março, o Líbano já soma mais de 700 mil pessoas deslocadas após o início da escalada do conflito no país, em 2 de março. De acordo com um representante do UNICEF, cerca de 200 mil desse total são crianças.
Por Amanda Almeida, do Serviço de Comunicação, com informações da OIM
















