De acordo com a Frontex, a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, condições climáticas severas reduziram em 60% as travessias irregulares de migrantes até a União Europeia registradas em janeiro de 2026. Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), o número de mortes na travessia do Mediterrâneo aumentou 142% em janeiro, em comparação com o mesmo mês de 2025.
No total, a Frontex registrou 5.574 travessias de migrantes para a União Europeia durante o mês de janeiro. Em comunicado, a Agência destaca que as condições adversas no Mediterrâneo e os fortes ventos ao longo das fronteiras terrestres tornaram as viagens mais perigosas e interromperam as partidas.
Apesar do mau tempo, contrabandistas continuaram a lançar barcos superlotados no Mediterrâneo, o que ocasionou na morte de 454 migrantes na região apenas no mês de janeiro, um aumento de 142% em comparação aos 187 registros do primeiro mês de 2025. Do total de registros em janeiro de 2026, 429 aconteceram no Mediterrâneo Central, 13 no Mediterrâneo Oriental e 12 no Mediterrâneo Ocidental.
Durante o mês de janeiro, a rota do Mediterrâneo Ocidental foi a rota com maior número de entradas registradas, com 1.857, apesar disso, registrou uma queda de 50% em relação ao mesmo período de 2025. Em seguida, vem o Mediterrâneo Ocidental, com 1.183 registros e um aumento de 57% em relação ao ano passado, e o Mediterrâneo Central, com 1.166, uma queda de 67% em relação a janeiro do ano passado.
A rota da África Ocidental, na rota que vai até as Ilhas Canárias através do Oceano Atlântico, foi a que registrou a maior queda, com 79% menos registros do que o observado em janeiro do ano passado, totalizando 1.010 travessias.
Além das rotas de entrada na UE, a rota do Canal da Mancha, de saída da União Europeia até o Reino Unido registrou 2.281 travessias em janeiro, uma queda de 9% em relação ao mesmo período do ano passado.
2025 registrou queda de 26% nas travessias
Em 2025 a Frontex registrou uma queda de 26% nas travessias irregulares até a UE, chegando a cerca de 178 mil registros, o menor número desde 2021. Durante o ano passado, a rota migratória do Mediterrâneo Central continuou como a rota mais ativa de entrada na UE, com 66.328 registros, seguida pelo Mediterrâneo Oriental, com 51.399, e pelo Mediterrâneo Ocidental, com 19.403 registros de travessia.
De acordo com dados da OIM, durante 2025 foram registradas 1.873 mortes e desaparecimentos de migrantes no Mediterrâneo, sendo 1.342 apenas no Mediterrâneo Central, 291 no Mediterrâneo Oriental e 240 no Mediterrâneo Ocidental.
Por Amanda Almeida, do Serviço de Comunicação











