Segundo informações da Organização Internacional para as Migrações (OIM), nove migrantes morreram e 45 estão desparecidos após um naufrágio na costa do Djibuti. De acordo com sobreviventes, a embarcação transportava mais de 300 pessoas.
Em comunicado, a OIM informou que os migrantes tentavam atravessar o estreito de Bab el-Mandeb, do Djibouti para o Iêmen, no dia 24 de março. Até o momento, foram recuperados os corpos de três mulheres e seis homens. A Organização destacou que está fornecendo abrigo, alimentação e assistência médica e psicológica, além de apoio psicossocial aos mais de 120 sobreviventes, todos cidadãos etíopes.
De acordo com a OIM, as operações de busca e resgate lideradas pelo governo estão em andamento na esperança de encontrar mais sobreviventes, enquanto as autoridades locais estão providenciando sepultamentos dignos para os falecidos e apoiando o tratamento médico dos resgatados.
“Este trágico naufrágio pode, infelizmente, ser o primeiro de muitos incidentes este ano e ocorre numa altura em que a estação quente está apenas começando no Djibuti, trazendo consigo mares mais agitados e ventos fortes que colocam os migrantes em risco ainda maior”, disse Tanja Pacifico, Chefe de Missão da OIM no Djibuti.
A OIM destaca que, todos os anos, milhares de migrantes do Chifre da África viajam para o Djibuti para tentar cruzar o Golfo de Aden e chegar aos países do Golfo em busca de segurança, estabilidade e oportunidade de emprego. No entanto, a Organização destaca que a maioria nunca chega ao destino, sendo vítimas de naufrágios ou ficando à deriva no Iêmen, onde enfrentam riscos de prisão, detenções arbitrárias, exploração e tráfico.
De acordo com o Projeto Migrantes Desaparecidos da OIM, apenas em 2025 mais de 900 migrantes morreram ou desapareceram nesta rota. Durante o ano passado, o número de migrantes que tentaram esta perigosa viagem aumentou 20%.
Por Amanda Almeida, do Serviço de Comunicação, com informações da OIM














