Em Maputo, a Comissão Episcopal para Migrantes, Refugiados e Deslocados (CEMIRDE), organismo da Conferência Episcopal de Moçambique coordenado pelas Irmãs Scalabrinianas, vive há mais de três décadas o lema que resume seu propósito: “Juntos em defesa da vida e da dignidade humana.”
Nascida no início dos anos 1990, quando Moçambique saía da guerra civil e recebia de volta milhares de exilados, a CEMIRDE acompanhou desde então os mineiros moçambicanos na África do Sul, refugiados vindos do Burundi, do Ruanda e do Congo, vítimas dos ciclones Idai e Kenneth e, mais recentemente, famílias deslocadas pelo conflito armado em Cabo Delgado.
Hoje, atua em sete áreas de intervenção e mantém pontos focais em doze dioceses do país, com trabalhos que vão da assistência jurídica gratuita e da formação de mulheres refugiadas em direitos humanos até a prevenção do tráfico de pessoas, tema em que pesquisas próprias da Comissão já deram visibilidade ao problema dentro e fora de Moçambique.
Como toda obra viva, a CEMIRDE também é feita de pessoas que se revezam no serviço: a Ir. Marines Biasibetti encerra seu ciclo à frente da Secretaria-Geral, e chega a Ir. Jakeline Danette para dar continuidade ao trabalho. Mais do que uma troca de nomes, o que se renova é o compromisso de toda a Congregação com uma missão que não pertence a uma só pessoa, mas a um carisma vivido em comunidade.













































Por Ir. Marinês Biasibetti, com o Serviço de Comunicação















