A Organização Internacional para as Migrações (OIM) publicou nesta quarta-feira, 15, um comunicado em que expressa “profunda preocupação” com as notícias de que cerca de 250 migrantes teriam morrido em um naufrágio no Mar de Andaman. Entre as pessoas a bordo estavam refugiados rohingya e cidadãos de Bangladesh.
De acordo com o comunicado, o barco partiu de Teknaf, no sul de Bangladesh, e estava a caminho da Malásia, mas teria afundado em 9 de abril devido a ventos fortes, mar agitado e superlotação.
“O naufrágio mais recente evidencia o impacto devastador do deslocamento prolongado e a falta de soluções sustentáveis para os refugiados rohingya”, afirmou a OIM no comunicado, que destacou, ainda, as más condições de vida nos campos de refugiados e o acesso limitado a serviços e oportunidades de subsistência. “As redes de contrabando e tráfico exploram ainda mais essas condições para obter lucro, colocando tanto os refugiados rohingya quanto os cidadãos de Bangladesh em sério risco”, sublinhou o texto.
Segundo a OIM, em 2025 mais de 6.500 refugiados rohingya embarcaram em viagens perigosas para fugir de Mianmar e Bangladesh. De acordo com o projeto Migrantes Desaparecidos da OIM, 860 migrantes perderam a vida durante a travessia do Mar de Andaman/Baía de Bengala no ano passado, em um aumento de mais de 40% em comparação com 2024, quando foram registradas 598 fatalidades.
Desde 2014, a OIM já registrou 3.053 mortes ou desaparecimentos na rota do Mar de Andaman/Baía de Bengala, o que a torna a segunda rota mais mortal da Ásia, ficando atrás apenas da travessia do Afeganistão para o Irã, que conta com 5.347 registros de mortes ou desaparecimentos.
Por Amanda Almeida, do Serviço de Comunicação, com informações da OIM











