O Vaticano anunciou nesta segunda-feira, 18, a primeira Encíclica do Papa Leão XIV, intitulada “Magnifica humanitas”, sobre a era da Inteligência Artificial. O documento será publicado na próxima segunda-feira, 25 de maio.
De acordo com o Vaticano, documento foi assinado pelo Papa no dia 15 de maio, data que marcou o 135º aniversário da promulgação da encíclica Rerum Novarum, do Papa Leão XIII e trata “sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da Inteligência Artificial”.
A apresentação da Encíclica “Magnifica humanitas” ocorrerá no mesmo dia de sua publicação, 25 de maio, às 11h30, no Salão Sinodal, com a presença do Papa Leão XIV. Os oradores serão os cardeais Víctor Manuel Fernández, prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, e Michael Czerny, prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. Além disso, o evento contará com a presença de teólogos e pesquisadores.
Papa Leão XIV e a Inteligência Artificial
A Inteligência Artificial já é um tema recorrente no pontificado de Leão XIV, tendo sido tema central da Mensagem do Papa Leão XIV para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2026. Além disso, no dia 16 de maio de 2026 o Papa aprovou a criação de uma Comissão Interdicasterial sobre a IA, com o objetivo de promover o intercâmbio de informações e projetos sobre o tema, “incluindo as políticas de seu uso dentro da Santa Sé”.
Em sua Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, que teve como tema “Preservar rostos e vozes humanos”, o Papa Leão XIV alerta para os riscos da manipulação da IA, além de considerar a Inteligência Artificial como um desafio antropológico.
Ao longo do texto, Leão XIV demonstra preocupação com os impactos da inteligência artificial e dos algoritmos das redes sociais, que podem enfraquecer o pensamento crítico, aumentar a polarização e transformar as pessoas em consumidores passivos de conteúdos produzidos automaticamente. O Papa também alerta para os riscos da desinformação, da manipulação de imagens e vozes e da dificuldade crescente em distinguir a realidade das simulações digitais e dos “bots”, capazes de imitar emoções e relações humanas.
Apesar dos desafios, o Papa afirma que a inovação tecnológica não deve ser rejeitada, mas orientada de forma ética e responsável. Ele pede transparência das empresas e desenvolvedores de IA, regulamentação que proteja a dignidade humana e valorização do trabalho dos comunicadores. Leão XIV conclui defendendo uma aliança baseada em responsabilidade, cooperação e educação, para que a tecnologia esteja a serviço do bem comum e preserve a comunicação como expressão autêntica da pessoa humana.
Do Serviço de Comunicação, com informações do Vatican News









